ALIMENTAÇÃO DO GOLDEN RETRIEVER E DO BERNESE

A alimentação do seu Boiadeiro Bernês e do seu Golden Retriever é um assunto muito importante. "Você é o que você come", e com os cães não é nada diferente. A nutrição correta deixará seu Bernese e o seu Golden mais bonito e menos propenso a contrair doenças. 

Como são muitas as opções de dietas para cães atualmente, é preciso aprender um pouco sobre as alternativas de alimentação, analisar seus prós e contras, e finalmente eleger a opção que melhor se encaixa na sua rotina e perfil. Vejamos as principais modalidades: dieta comercial (ração) e dieta caseira. 

Ração – dieta comercial / industrializada 

 

A ração é uma dieta que já vem pronta. Basta abrir o saco, despejar a quantidade indicada para a idade, peso e porte do cão na vasilha dele e servir. É de longe a melhor opção para quem busca praticidade. Mas, com centenas de produtos no mercado, rações para raças diferentes, rações de vários sabores, propagandas deslumbrantes, uma embalagem mais bonita que a outra, como escolher uma marca? Em primeiro lugar, sempre que for possível, opte por uma ração de qualidade Super Premium. Elas são mais caras, mas contêm mais proteína (o nutriente mais caro de qualquer dieta) e ingredientes mais sofisticados, como prebióticos (M.O.S), antioxidantes (vitaminas A, E, e C, etc) e protetores articulares (condroitina e glucosamina). Em segundo lugar: leia o rótulo. Não se deixe levar pelas aparências ou modismos. Simplesmente confira a composição do produto. Com algumas dicas básicas, você aprenderá a reconhecer uma boa ração: 


• O ideal é que o primeiro ingrediente da composição deve ser carne (ex: carne de frango, carne bovina). "Farinha" de carne não é o mesmo que carne. E nem "subprodutos de frango";
• Entre os cinco primeiros ingredientes, no máximo dois devem ser de origem vegetal (ex: arroz quebrado, cevada), pois tais ingredientes são menos interessantes nutricionalmente para carnívoros como os cães;
• Quanto menos vezes aparecerem grãos ou subprodutos de grãos (glúten de milho, farelo milho), melhor. O excesso de grãos barateia a composição, mas torna a ração menos digestível para os cães e pode predispô-los a alergias e intolerâncias alimentares;
• Acima de 25% é um bom teor de proteínas para uma ração de cães adultos ou filhotes;
• A presença de ingredientes como óleo de peixe (fonte de ômegas 3) e de nutrientes como vitaminas e minerais antioxidantes, como vitamina C, E e selênio, além de protetores articulares (como condroitina e glucosamina), enriquecem a composição;
• Fuja de rações coloridas e com recheios. Isso só significa mais aditivos químicos potencialmente tóxicos a longo prazo, como corantes e flavorizantes;
• Soja é um grão muito associado a alergias em cães. Prefira rações que não citem a soja na composição. 

Alimentos que você pode oferecer junto com a ração 

A ração é completa e balanceada. Isso quer dizer que contém todos os nutrientes de que seu cão precisa para crescer e se manter com saúde. Entretanto, a adição de alguns alimentos frescos, diariamente, é muito bem-vinda. Veja abaixo exemplos de alimentos nutritivos que você pode oferecer ao seu cão como petisco ou misturado à ração:

  • Frutas, como banana (se ele aceitar, pode oferecer com a casca, extremamente nutritiva), maçã (retirar as sementes, que são tóxicas), pêra, morangos, caqui, figo, mamão (sem sementes e em pequena quantidade, para não soltar o intestino), etc. Ofereça até 1 a 2 frutas por dia, sem exageros;

  • Iogurte Natural Integral - É fonte de probióticos (boas bactérias intestinais), e de minerais. Ofereça até 2 colheres de sopa por dia;

  • Levedura de cerveja - É fonte de vitaminas do complexo B e de minerais, e favorece a saúde e a beleza da pelagem. Ofereça até uma colher de chá ou de sobremesa, por dia;

  • Alho Cru - Ajuda a repelir vermes, pulgas e carrapatos, combate vírus e bactérias, melhora a imunidade e previne a deposição de gordura nos vasos sanguíneos. Em excesso é tóxico. Ofereça 1/5 a ¼ de um dente pequeno de alho cru diariamente;

  • Ovo Cozido - É considerado o alimento de origem animal mais completo que existe. Ofereça levemente cozido, para não perder muito dos nutrientes, misturado à ração, até duas ou três vezes por semana;

  • Castanha-do-Pará - É riquíssima no antioxidante selênio, que protege as células contra a ação dos radicais livres. Ofereça até uma por dia. 

Mas não exagere nos alimentos frescos adicionados – mesmo os considerados benéficos -, a fim de não desequilibrar a composição nutricional da ração. 

 

Alimentos que devem ser evitados 

Alguns alimentos, entretanto, devem ser terminantemente evitados por serem potencialmente tóxicos aos cães. Veja abaixo quais são eles: 

  • Chocolate - Os cães não metabolizam a teobromina, substância presente no chocolate, o que pode até levá-los à morte, dependendo da quantidade oferecida;

  • Espinafre - Contém muito ácido oxálico, e pode levar os cães a desenvolverem cálculos urinários de oxalato de cálcio;

  • Macadâmia; 

  • Uvas - Muitos cães consomem uvas sem problemas, mas a literatura afirma que é tóxica para os rins; 

  • Cebola - ou alimentos temperados com cebola. Podem causar alterações nas células vermelhas (hemácias) dos cães, levando-os a uma anemia e até à morte;

  • Abacate - Embora muitos cães o consumam sem problemas, a literatura cita que a persina, substância presente no abacate, pode fazer mal aos cães. 

Quanto oferecer? 

A quantidade ideal de comida é aquela suficiente para manter o cão no peso adequado para sua idade e porte, nem gordo, nem magro. Como referência, consulte as orientações presentes na embalagem da ração. Entretanto, saiba que frequentemente os fabricantes indicam oferecer uma quantidade que excede a necessidade calórica do animal, predispondo-o à obesidade. Portanto, ofereça talvez um pouco menos do que a determinação do fabricante e observe o cão após uma ou duas semanas. Consegue sentir as costelas (na lateral do tórax) ao palpá-las? Se estiverem muito sulcadas, como se você conseguisse contá-las uma a uma, seu cão pode estar magro demais. Nesse caso, aumente um pouco a quantidade de ração oferecida. Em contrapartida, se as costelas parecerem enterradas em uma capa de gordura, e você não conseguir discerni-las minimamente uma a uma, por meio do toque, seu cão pode estar com sobrepeso ou obeso. Nesse caso, reduza as porções. Outras referências, para saber se seu cão está gordo, é posicioná-lo em stay (com as quatro patas no chão) e observá-lo de cima. Ele exibe uma cintura, ainda que discreta? É sinal de que está no peso certo. Uma cintura muito pronunciada já indica magreza. E ausência de cintura, com o cão parecendo uma "linguiça" quando observado de cima é sinal de sobrepeso ou obesidade. Na dúvida, consulte o médico-veterinário. 

Quantas vezes por dia? 

Filhotes até 4 meses devem receber no mínimo 3 refeições ao dia. Mas o ideal, se for possível, é alimentá-lo 4 vezes ao dia. A partir dos 6 meses, ele poderá receber duas refeições ao dia. Não alimente seu Bernese ou Golden Retriever adulto apenas uma vez ao dia. A ingestão de grande volume de alimentos de uma vez dificulta a digestão e favorece o aparecimento da dilatação e torção gástrica, condição potencialmente fatal. 

 

Cuidado com a obesidade 

A grande maioria dos cães atualmente apresenta sobrepeso ou obesidade. Isso é altamente indesejável, principalmente se o cão em questão estiver em fase de crescimento. Na verdade, assim como acontece em humanos, é preferível que o cão seja magro do que seja gordo. O sobrepeso sobrecarrega as articulações, favorecendo o aparecimento de males comuns na raça, como a displasia coxo-femoral. A obesidade também está relacionada com pancreatite (uma doença que leva grande parte dos cães à morte), ao diabetes, ao hipotireoidismo, a mais riscos de vida durante procedimentos que envolvem anestesia, a mais problemas durante a gestação e o parto e até pode aumentar a incidência de infecções urinárias. Além de tudo isso, está comprovado que cães com sobrepeso vivem no mínimo 15% a menos. Não há desculpas para deixar um cão ficar obeso, uma vez que não é ele que procura o alimento e se serve. Esse cuidado se mostra especialmente importante em cães da raça Golden Retriever, pois eles já apresentam naturalmente uma tendencia a obesidade.

Dietas caseiras 
Milhares de criadores, proprietários de cães e veterinários preferem oferecer aos cães e aos gatos uma dieta caseira balanceada. A principal desvantagem desse tipo de alimentação é a falta de praticidade, uma vez que é você quem vai comprar os alimentos e preparar as refeições do seu pet. Também é necessário reservar uma parte do freezer e da geladeira para conservar as porções previamente preparadas. Mas em termos de vantagens, as dietas caseiras, desde que bem formuladas, oferecem muitos benefícios à saúde dos animais. Veja abaixo alguns prós desse tipo de dieta: 

 

  • Contém 6 a 7 vezes mais água que as rações comerciais secas, o que favorece a saúde do trato urinário. Afinal, todos sabemos da importância de ingerir mais água no dia-a-dia;

  • Uma dieta caseira preparada com alimentos frescos contém uma infinidade de nutrientes e micronutrientes que são melhor aproveitados pelo organismo, em função de não terem sofrido processamento industrial;

  • Dietas caseiras contêm poucos ou nenhum aditivo químico potencialmente prejudicial à saúde, como corantes, flavorizantes, edulcorantes, odorizantes, aglutinantes e conservantes, etc.;

  • As fezes costumam ficar menores e com menos odor;

  • Os cães geralmente desprendem menos pêlos;

  • O custo mensal de uma dieta caseira é similar ao custo de alimentar o cão com uma ração de qualidade Super Premium. 

  • Você é quem escolhe os alimentos, podendo optar por ingredientes fresquinhos, orgânicos, alimentos funcionais, etc. 


Como formular uma dieta caseira 
Alimentação caseira não é resto da nossa comida. Nem "panelada" com todos os alimentos que sobraram na geladeira. É uma dieta balanceada, nutricionalmente adequada às necessidades nutricionais daquela espécie. É preciso levá-la a sério ou importantes desequilíbrios poderão ocorrer. 
Caso voce opte por uma dieta caseira é importante consultar um veterinário especialista em nutrição! 
Para mais detalhes deste tipo de alimentação, custos, benefícios, depoimentos, opções de dietas, como fazer, consulte o site www.cachorroverde.com.br, lá você encontrará dicas de especialistas e aprenderá mais sobre essa modalidade de alimentação.


Fonte: www.cachorroverde.com.br  ( médica veterinária: Sylvia Angélico)

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